Israel
Scardua de Aquino
Vitória,
30 de abril de 2013
Fazer
um curso a distância é uma novidade e um desafio enorme para mim. Sempre tive
resistência em entrar numa empreitada dessas. Sempre achei muito mais difícil
em todos os aspectos. Talvez porque sempre faço muitas amizades nos cursos que
faço. Gosto de interagir com as pessoas pessoalmente. Acho o ambiente virtual
frio e perigoso. No momento em que conversamos com um grupo sobre determinado
assunto na modalidade presencial podemos sentir a calor das palavras, perceber
as tonalidades dos sons, olhar nos olhos de quem fala e em seu corpo, e tudo
isso transmite mensagens que podem dar uma carga de significados interessante
ao discurso.
Quando
soube das inscrições para este curso, me inscrevi dado ao interesse que tenho
pelo tema, que para mim, neste momento, é extremamente relevante e percebo a
iminente necessidade de estudos na área. Pretendo, a partir dele, dar
continuidade aos estudos na área de Atendimento à Educação Especial.
Sei
da minha dificuldade de organização de tempo e criar uma disciplina para
estudar a distância até porque trabalho em três horários, mas minha força de
vontade vai me fazer superar as dificuldades. Pretendo me organizar para
dedicar algum tempo de meu planejamento na escola em que trabalho na Sala de
Recursos Multifuncionais, à tarde. Tenho também um tempo em que me dedico a
planejamentos diário de atividades no período noturno, diariamente.
Inscrevi-me
num sorteio na Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Vitória (SEME)
na qual sou lotado como professor especialista, mas não fui contemplado de
início. Alguns dias depois da lista de sorteados fui chamado para fazer minha
inscrição porque havia ficado numa lista de suplentes. Não pensei duas vezes.
Reuni a documentação e fiz a inscrição no curso.
Participei
do primeiro encontro presencial, em que encontrei muitas colegas de trabalho,
que estão na área de educação especial e com quem estou sempre aprendendo. Meu
trabalho é com alunos com altas habilidades/superdotação AH/SD na Sala de
Recursos Multifuncionais na EMEF Marechal Marcarenhas de Moraes. No início
deste curso descobri que não contempla a área de AH/SD. Fiquei um pouco
desapontado porque acho essa área pouco discutida nos meios acadêmico e havemos
de convir que existe uma necessidade iminente de discutir a metodologia de
atendimento a alunos com AH/SP, pelo menos no município de Vitória, onde até o
ano passado a Secretaria de Educação encerrou uma modalidade de atendimento
havia 10 anos em execução, alegando implantar outra metodologia, o que até a
presente data não ocorreu. Espero neste curso, no entanto, aprender mais sobre
o AEE e poder trabalhar com outras áreas da EE.
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