domingo, 26 de maio de 2013

Anelos e expectativas com curso de AEE

Israel Scardua de Aquino
Vitória, 30 de abril de 2013
Fazer um curso a distância é uma novidade e um desafio enorme para mim. Sempre tive resistência em entrar numa empreitada dessas. Sempre achei muito mais difícil em todos os aspectos. Talvez porque sempre faço muitas amizades nos cursos que faço. Gosto de interagir com as pessoas pessoalmente. Acho o ambiente virtual frio e perigoso. No momento em que conversamos com um grupo sobre determinado assunto na modalidade presencial podemos sentir a calor das palavras, perceber as tonalidades dos sons, olhar nos olhos de quem fala e em seu corpo, e tudo isso transmite mensagens que podem dar uma carga de significados interessante ao discurso.
Quando soube das inscrições para este curso, me inscrevi dado ao interesse que tenho pelo tema, que para mim, neste momento, é extremamente relevante e percebo a iminente necessidade de estudos na área. Pretendo, a partir dele, dar continuidade aos estudos na área de Atendimento à Educação Especial.
Sei da minha dificuldade de organização de tempo e criar uma disciplina para estudar a distância até porque trabalho em três horários, mas minha força de vontade vai me fazer superar as dificuldades. Pretendo me organizar para dedicar algum tempo de meu planejamento na escola em que trabalho na Sala de Recursos Multifuncionais, à tarde. Tenho também um tempo em que me dedico a planejamentos diário de atividades no período noturno, diariamente.
Inscrevi-me num sorteio na Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Vitória (SEME) na qual sou lotado como professor especialista, mas não fui contemplado de início. Alguns dias depois da lista de sorteados fui chamado para fazer minha inscrição porque havia ficado numa lista de suplentes. Não pensei duas vezes. Reuni a documentação e fiz a inscrição no curso.

Participei do primeiro encontro presencial, em que encontrei muitas colegas de trabalho, que estão na área de educação especial e com quem estou sempre aprendendo. Meu trabalho é com alunos com altas habilidades/superdotação AH/SD na Sala de Recursos Multifuncionais na EMEF Marechal Marcarenhas de Moraes. No início deste curso descobri que não contempla a área de AH/SD. Fiquei um pouco desapontado porque acho essa área pouco discutida nos meios acadêmico e havemos de convir que existe uma necessidade iminente de discutir a metodologia de atendimento a alunos com AH/SP, pelo menos no município de Vitória, onde até o ano passado a Secretaria de Educação encerrou uma modalidade de atendimento havia 10 anos em execução, alegando implantar outra metodologia, o que até a presente data não ocorreu. Espero neste curso, no entanto, aprender mais sobre o AEE e poder trabalhar com outras áreas da EE.

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